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Bolsas | Ensino Superior - Portugal

Blogue desenvolvido e coordenado, a titulo voluntário e gratuito, por um Técnico Superior de Ação Social Escolar.

Bolsas | Ensino Superior - Portugal

Blogue desenvolvido e coordenado, a titulo voluntário e gratuito, por um Técnico Superior de Ação Social Escolar.

Estudar e tirar um curso superior ainda compensa? Compensa sim e vou ajudar-te...

Nos dias de hoje, ouvimos muitas vezes a seguinte frase: “para quê tirares um curso, se vais acabar num emprego não qualificado ou no desemprego?” 

Contudo, é precisamente nos momentos de crise que mais faz sentido combater estes mitos e dar esperança às famílias e aos jovens, designadamente aos mais carenciados e menos informados, demonstrando-lhes que a Educação, o Ensino Superior, a Ciência e a Investigação, continuam a ser as melhores ferramentas para a o bom desenvolvimento da sociedade, para a empregabilidade, para o acesso e progresso profissional e, ainda, para a melhoria das condições laborais e salariais, sendo o conhecimento o valor mais precioso da humanidade, tendo este uma enorme utilidade e valor nas mais diversas áreas e profissões.

Assim, só através de uma informação rigorosa sobre os mais diversos benefícios da Educção e do Ensino Superior, seja antes, durante ou após as crises sociais, económicas ou de saúde pública, é que podemos combater os mitos que ainda subsistem.

E "estas dimensões podem e devem ser consideradas pelas famílias e mesmo pelas próprias instituições de ensino superior, até mesmo nas suas estratégias de comunicação e atração de alunos” (Estudo Benefícios do Ensino Superior).

satisfação com ensino superior.jpg

São muitas as vantagens que decorrem do prosseguimento dos estudos superiores e das qualificações profissionais, sejam de base académica, de qualificação e/ou de requalificação profissional ou até mesmo de desenvolvimento e de satisfação pessoal.

Ensino superior mais e melhores competências.jpg

E para o comprovar, passo a apresentar alguns dos factos e números que o comprovam:

  • Em cada 100 jovens da faixa etária da idade dita "normal" de acesso ao ensino superior (20 anos), apenas 40 têm vindo a ingressar no ensino superior (MCTES), havendo a necessidade de reforçar a informação sobre os benefícios, não apenas para os mais jovens, mas também para os maiores de 23 anos, que podem ingressar por via do Regime dos Maiores de 23 anos;
  • Segundo dados recolhidos pela OCDE (2020), um maior nível de escolaridade aumenta a probabilidade de se estar empregado, sendo que:
    • Em média, nos países da OCDE, a taxa de emprego é de 61% para a generalidade dos cidadãos na faixa etária dos 25-34 anos sem ensino secundário, 78% para os que detêm o ensino secundário ou pós-secundário não-superior e 85% para aqueles que têm um curso superior.

Emprego no ensino superior OCDE.jpg

    • Em Portugal e na Europa, a compensação salarial para os que tiraram um curso superior é significativamente superior, quando comparada com os salários dos que têm o ensino secundário ou de nível inferior;
    • Em comparação com aqueles que terminam apenas o ensino secundários, os que terminaram o ensino superior apresentam uma taxa de emprego cerca de 10% superior (OCDE);
    • Ter frequentado a educação pós-secundária ou superior reduz o risco de desemprego;
  • Ensino superior taxa emprego 2017.jpg 

    • Em Portugal a compensação salarial atinge 85% dos trabalhadores com qualificação superior, recebendo estes o dobro do salário mínimo nacional, mantendo-se este indicador acima do salário médio nacional, rendimento este que está apenas ao alcance de 15% da população em geral;
  • Ensino superior realização e autonomia.jpg 

    • Os titulares de um curso superior recebem, em média, +35% do que aqueles que detêm apenas o ensino secundário (OCDE) e +50% do salário/hora para um licenciado, nos primeiros dez anos de experiência profissional (Estudo Benefícios do Ensino Superior);
    • Mesmo em periodos de crise, as pessoas com mais elevados níveis de escolaridade “conseguem arranjar emprego mais facilmente” quando desempregadas.  

N estudante ensino superior 1991_2015.jpg

N diplomados ensino superior 2006_2015.jpg

Muito do que se foi passando ao longo dos séculos ainda informa o ensino superior em Portugal nos dias de hoje.

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ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior
 
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Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior

 

Pode candidatar-se através do portal criado para o efeito, aqui.

Também está disponível a submissão de requerimentos à atribuição de Bolsas de Estudo para frequência de estudantes com incapacidade.

Links rápidos:

Perguntas Frequentes sobre Bolsas de Estudo

Prazos de Candidatura a Bolsas de Estudo

Candidatura a Bolsa de Estudo para frequência de estudantes com incapacidade

 

Fontes: 
www.oecd-ilibrary.org/docserver/69096873-en.pdf?expires=1623952870&id=id&accname=guest&checksum=0A65A0BD0F9879BED3B59801EB1D2DF7

https://fronteirasxxi.pt/wp-content/uploads/2018/08/beneficios-do-ensino-superior-introducao-1.pdf

https://www.ffms.pt/FileDownload/5f1b62b7-bf82-4655-81af-2ce5d92778a9/beneficios-do-ensino-superior

https://www.dges.gov.pt/pt/noticia/estudar-mais-e-preciso

Estudantes estrangeiros: Acesso ao ensino superior e a bolsas de estudo

Acesso a Bolsas de Estudo

  1. As bolsas de estudo atribuídas ao abrigo do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) destinam-se apenas a estudantes matriculados e inscritos, em instituições de ensino superior portuguesas, em cursos técnicos superiores profissionais, e em ciclos de estudos conducentes aos graus de licenciado ou mestre.
  2. São, ainda, abrangidos pelo RABEEES os titulares do grau de licenciado ou de mestre a que se refere o artigo 46.º-B do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 63/2016, de 13 de setembro, para apoio à realização de estágio profissional. Os titulares do grau de licenciado ou de mestre que, no período de 24 meses após a obtenção do grau, se encontrem a realizar estágio profissional para o exercício de uma profissão beneficiam, nos termos fixados pelo presente artigo, dos direitos dos estudantes da instituição de ensino superior que conferiu o grau, designadamente no que respeita ao acesso à ação social escolar.
  3. Para além dos cidadãos portugueses podem igualmente concorrer à atribuição de uma bolsa de estudo:
  4. De acordo com o Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho, que regulamentou a aplicação do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, os cidadão de nacionalidade brasileira podem aceder a bolsa de estudo, desde que sejam titulares do estatuto de igualdade de direitos e deveres;
  5. O artigo 5.º do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo determina as condições de elegibilidade com vista à atribuição de bolsa de estudo, designadamente sobre o n.º de ECTS a que o estudante tem de estar inscrito (pelo menos a 30 ECTS) e sobre o aproveitamento mínimo obtido no ano letivo anterior em que esteve inscrito, devendo ter aprovação a pelo menos 36 ECTS para manter o direito à bolsa de estudo;
  6. Os estudantes que ingressam por via do Estatuto de Estudante Internacional não podem aceder às bolsas de estudo previstas no RABEEES, no entanto, podem candidatar-se às bolsas de mérito destinadas a estudantes que obtenham aproveitamento escolar excecional;
  7. Todos os estudantes têm direito a usufruir da ação social escolar indireta.
  8. O apoio social indireto pode ser prestado para:

Milwaukee's International Students Face Threatening Forecasts Amid  Political Storms - Shepherd Express

Fote da foto

Requisitos de acesso/mudança de par instituição/curso

  1. Antes de mais, importa compreender o que significa ser estudante estrangeiro e o que é ser estudante com ensino secundário estrangeiro, sendo que há estrangeiros que terminam o ensino secundário no país de origem e outros que terminam o ensino secundário em Portugal.

Por isso, é importante saber que:

    1. o curso de ensino secundário estrangeiro tem de ser equivalente ao ensino secundário português (ver aqui como obtém a equivalência), até porque, só podem requerer a mudança de par/instituição/curso os estudantes que tenham anteriormente reunido determinados requisitos do regime geral de acesso, designadamente classificação mínima e exames nacionais correspondentes às provas de ingresso;
    2. tem de ter realizado exames finais nacionais estrangeiros
    3. os exames finais estrangeiros têm de ser homólogos das provas de ingresso portuguesas
    4. só pode substituir as provas de ingresso por exames finais estrangeiros homólogos
    5. pode realizar os exames finais nacionais portugueses
    6. caso pretenda concorrer a um curso para o qual seja exigida a realização de pré-requisitos deve consultar informação aqui
    7. foi aprovado o Decreto-Lei nº 33/2020, de 1 julho, que aprova medidas excecionais para garantir o acesso ao ensino superior a estudantes oriundos dos sistemas de ensino secundário estrangeiros e internacionais onde se tenha determinado a não realização de exames finais, com impacto no acesso e ingresso no ano letivo de 2020-2021, cessando a sua vigência assim que concluídos os concursos em causa, sem prejuízo das garantias necessárias às situações futuras de mudança de curso. ​O Despacho nº 7714/2020, de 6 agosto, fixa procedimentos para a simplificação da tramitação de equivalências de habilitações de ensino secundário estrangeiras e para a inscrição nos exames finais nacionais dos cidadãos residentes fora do território nacional.
    8. o Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, apesar de se encontrar em vigor, foi alterado sucessivas vezes, pelo que sugere-se a consulta de uma versão integralmente consolidada.

ESTÁGIOS PARA JOVENS DO ENSINO SUPERIOR: Foram abertas mais de 300 vagas em todo o país

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As candidaturas são efetuadas através de um formulário online:

Cada Estudante pode candidatar-se até 2 vagas de estágio. A pré-seleção fica condicionada ao preenchimento pelos candidatos dos requisitos exigidos pela Empresa/Entidade de Acolhimento.

No website da Fundação da Juventude estarão disponíveis as vagas para estágio e os Estudantes candidatam-se diretamente às vagas de acordo com a sua área de formação. Posteriormente, os Estudantes serão diretamente contactados pelas Empresas, caso estas tenham interesse no seu Curriculum. A seleção final é da responsabilidade das Empresas/Entidades de Acolhimento, e comunicado por estas aos Estudantes e à Fundação da Juventude.

As vagas deixam de estar disponíveis online à medida que são preenchidas.

No ato da candidatura online os Estudantes devem submeter um comprovativo em como estão a frequentar o Ensino Superior. A candidatura só é válida com a entrega desse comprovativo.

Consulta aqui as vagas existentes!

Os estágios têm uma duração de entre 2 a 3 meses, e realizam-se entre os meses de julho e dezembro de 2020. O Estágio incluí a atribuição de subsídio de alimentação e de transporte, assim como um Seguro de acidentes pessoais.

PEJENE é um programa de estágios, promovido pela Fundação da Juventude, para jovens a frequentar o Ensino Superior em todas as áreas académicas.

Em 2021, a Fundação da Juventude contempla ainda a realização de workshops e palestras sobre temas ligados à empregabilidade: dicas para construção de um bom CV, preparação para uma entrevista, entre outros. Mais informação aqui: https://www.fjuventude.pt/pt/atividade